3D&THammer: Age of Sigmar - Parte 1.1: Cenário: Grandes Épocas

Por Licorne Negro - junho 10, 2016

Fala pessoal! Aqui é o Licorne Negro, e estou iniciando uma adaptação de Warhammer: Age of Sigmar, como cenário para RPG, para 3D&T Alpha.
Essa adaptação será dividida em 3 partes, divididos em sub-partes quando for o caso: Cenário (Grandes Épocas, Mundos, Deuses); Grandes Alianças (Ordem, Morte, Destruição, Caos, Independentes); Personagens (Raças, Criação). Caso vocês gostem, posso adicionar mais 4 apêndices, não necessariamente nessa ordem: Monstros; Personagens Importantes; Magia; Acontecimentos Recentes.
Qualquer dúvida, basta me perguntar que tentarei responder o mais brevemente possível, desde que ela não seja respondida em outra parte ou num dos apêndices.
Agora, sem mais delongas, lhes apresento:

Grandiosas batalhas numa era de guerra interminável!

Warhammer: Age of Sigmar, ou simplesmente WH:AoS, é um tabletop wargame lançado pela britânica Games Workshop, sendo o sucessor de sua antiga linha Warhammer Fantasy (WHF).
Como será explicado, o novo cenário se passa após a destruição do antigo, possuindo entretanto conexões cosmológicas com esse. Entretanto, não são necessários quaisquer conhecimentos do antigo cenário para entender o novo, pois a destruição daquele serviu para limpar a casa para a entrada deste.
Seguindo a já consagrada tradição de WHF, bem como sua versão alternativa "IN SPACE!", Warhammer 40.000 (WH40K), WH:AoS apresenta aos jogadores um cenário devastado pela guerra contínua entre diversas facções, lutando por sobrevivência e supremacia em territórios devastados não só pelas contínuas batalhas mas também assolados por cataclismos mágicos.
E de todas as facções, a mais terrível é o Caos, a força da magia bruta. O Caos é a oposição a toda ordem e limite, aos próprios princípios do tempo e do espaço, da lógica e da razão.
O Caos, e a magia que dele provém, é perigoso para toda forma de vida pois ele responde, irrestritamente, aos pensamentos, emoções e desejos dos seres viventes. Isso o torna sedutor, como um gênio mau e traiçoeiro, ofertando a realização dos caprichos de seu senhor apenas para os distorcer ou levá-los às últimas e indesejadas conseqüências.
O Caos é incontrolável e incompreensível, e apenas os tolos, os loucos e os desesperados se aproximam dele descuidadamente.
É nesse panorama arruinado, decadente e hostil que vivem os personagens dos jogadores. Sejam bem vindos ao mundo de Warhammer.

Após o Fim

O Mundo Antes do Tempo foi destruído pelo Caos, e na vacuidade que se seguiu, apenas seu núcleo se encontrava. Agarrado ao núcleo do Mundo Despedaçado estava Sigmar, sozinho na escuridão externa.
Sigmar Heldenhammer, o Rei-Deus.
Lá ele encontrou-se com Dracothion, um dragão feito de estrelas que viu o núcleo cintilando no espaço vazio. O dragão permitiu-se montar por Sigmar, e lhe mostrou os caminhos secretos para os Oito Reinos, cada um gerado da energia criativa de um dos Ventos da Magia, quais sejam: Azyr o Reino dos Céus; Aqshy o Reino do Fogo; Shyish o Reino da Morte; Ghyran o Reino da Vida; Hysh o Reino da Luz; Ghur o Reino das Feras; Chamon o Reino do Metal; Ulgu o Reino das Sombras. Todos esses eram conectados pelos Portões dos Reinos, permitindo assim a viagem entre si.
Sigmar então reuniu as almas que sobreviveram à destruição causada pelo Caos e as levou para os Reinos Mortais, e elas o tomaram por líder. Em Azyr, elas construíram em sua homenagem, ao redor de Mallus, o Coração do Velho Mundo, a cidade de Azyrheim, como um anel de belas construções de todos os diferentes estilos arquitetônicos de todas as raças do Antigo Mundo, flutuando no vazio exterior. Coroando a cidade, como uma jóia pairando sobre o cintilante âmago de Azyr, uma titânica estátua-fortaleza de Sigmar, o Sigmaron, onde encontra-se o trono do deus ancião.
Eventualmente os espíritos retornaram a vida nos Reinos, ganharam novos corpos como seus antigos, e reconstruíram suas culturas ou engendraram novas.

A Era Mítica

Sigmar então desceu aos Reinos Mortais, e lá encontrou várias criaturas e raças, e acolheu os povos sob uma Grande Aliança sob sua divina proteção. Com seu poder ele caçou e castigou os monstros que atormentavam as pessoas.
Foi nessa Era que Sigmar encontrou os Encarnados, espíritos do Velho Mundo conectados por sua própria natureza aos Ventos da Magia. O número dos Encarnados contava com seres como Nagash, o Primeiro Necromante, e Gorkamorka, o bicéfalo deus da brutalidade e astúcia dos peles-verdes. Colocando-os sob sua regência, pela persuasão ou pela força, ele dividiu a administração dos Oito Reinos com os Encarnados, que tornaram-se um panteão de deuses para os mortais sob o olhar vigilante do Rei-Deus Sigmar.
Esse breve tempo de utopia foi, porém, interrompido quando o Caos redescobriu os Ventos da Magia, encontrando neles não apenas a magia, mas novas dimensões. Pelo poder de seus deuses ruinosos, o Caos foi adicionado unilateralmente aos Reinos, tornando-se o Nono Reino dos agora Nove Reinos, e as abominações que lá habitavam assaltaram os territórios da Grande Aliança, para reclamar para si o poder que eles exerceram nos dias antes dos dias sobre o Velho Mundo, mas a Grande Aliança provou-se forte demais para eles.
Porém, por arrogância, negligência e contendas internas, a Grande Aliança vacilou.

A Era do Caos

Os Encarnados, deuses dos Oito Reinos, possuíam poder suficiente para banir o Caos e mantê-lo para sempre afastado caso se unissem sob a bandeira de Sigmar e da Grande Aliança.
Entretanto, houve aqueles que abandonaram a defesa dos Reinos para se encastelar em seus próprios domínios ou para buscar vendetas pessoais.
Gorkamorka traiu a Grande Aliança e embarcou numa cruzada de destruição e brutalidade por todos os Reinos, causando massacres, subversão e estrago por onde quer que passasse com seus seguidores. Isso só parou quando o próprio Sigmar com sua força partiu o deus bicéfalo em dois deuses gêmeos, Gorka, o deus pele-verde da brutalidade, e Morka, o deus pele-verde da astúcia, forçando-os a se esconder em Ghur, o Reino das Feras, onde eles governavam e ainda governam.
Com essas baixas, os Oito Reinos tornaram-se presa fácil para os deuses ruinosos do Caos, que guiaram suas forças, tomando para si todos os Reinos, exceto por Azyr, o Reino dos Céus.
SANGUE PARA O DEUS SANGRENTO! SANGUE PARA O DEUS SANGRENTO!
Mas o infortúnio dos mortais e de Sigmar ainda não haviam terminado. Na grande batalha que ocorreu no local que continha em si os Portões de todos os demais Reinos, Nagash atraiçoou o Rei-Deus e as demais forças da Grande Aliança, num golpe frustrado para obter o governo dos Oito Reinos das mãos do deus ancião.
Nagash falhou em seu estratagema, e foi perseguido por Sigmar de volta a seus domínios, no Reino da Morte Shyish. Porém já era tarde demais, e Sigmar retornou ao campo de batalha somente para ver as forças do Caos sitiando os Oito Reinos.
Com ajuda de outros Encarnados, Tyrion de Hysh o Reino da Luz, e Malerion de Ulgu o Reino das Sombras, e de mortais refugiados em Azyr, Sigmar conseguiu forjar uma barreira mística a fim de impedir que as legiões do Caos invadissem seu Reino ou pudessem perscrutar por suas feitiçarias o que lá acontecia. Depois disso, ele trancou os portões de seu Reino, preparando-se para o vindouro ataque.
Nagash viu nisso sua vitória, mas logo foi desenganado pelas forças do Caos, que com ajuda dos misteriosos homens-rato skaven, guardiões dos segredos e criadores das fraturas dimensionais que corroem a própria estrutura subjacente dos Reinos, penetraram em sua Pirâmide Negra e a derrubaram. Nagash acabou morto por Archaeon, o General das Forças do Caos Unido.
Não fosse por ser o senhor do Reino da Morte, para onde as almas dos falecidos vão ao término de suas vidas, esse teria sido o fim de Nagash. Mas mesmo enfraquecido, ele ainda resiste, e luta para retomar seu Reino das garras do Caos.
As civilizações que foram erguidas durante a breve utopia da Era Mítica restaram reduzidas a montões de ruínas, muitas perdidas para sempre. Os sobreviventes vivem como podem na paisagem devastada e decadente dos Nove Reinos, muitos levados para viver e servir aos deuses ruinosos no próprio Reino do Caos. Apenas algumas fortalezas ocultas e enclaves fugidios resistem à invasão das trevas. O Deus-Rei não mais atende as preces dos desesperados.

A Era de Sigmar

Mas não foi por covardia, desespero ou arrogância que o Rei-Deus Sigmar ocultou-se no Reino dos Céus durante séculos. Enquanto estava além do alcance de seus terríveis adversários, ele forjava campeões a altura dos inimigos que teriam que enfrentar.
As almas de poderosos heróis mortais que caíram com honra em campo de batalha foram coletadas pela ancestral divindade, que com ajuda Grungni, Encarnado de Aqshy o Reino do Fogo, forjou esses valentes guerreiros na sua arma final.
Temam os escolhidos de Sigmar, e encolham-se em seus covis, abominações!
Os Eternais Forjados na Tempestade, ou Eternais, vestem-se em armaduras douradas feitas de pura sigmarita, o metal mágico encontrado apenas no núcleo do Velho Mundo, no centro de Azyr, e portam as mais poderosas armas já feitas pelos armeiros celestiais.
Durante sua forja seus corpos e mentes são moldados pelos deuses, dando-lhes força, resistência e habilidade além daquelas dos meros mortais. Elevam-se em estatura acima dos mais altos homens, e em suas veias não corre sangue mas relâmpagos. Eles não podem morrer, exceto por violência, e mesmo então eles retornam, reforjados uma vez mais pelos deuses, não importa quantas vezes sejam derrotados, perpetuamente preparados para cumprir seu justo propósito.
Quando aqueles que criou para serem os Defensores dos Reinos Mortais estavam enfim prontos, o Rei-Deus abriu os portões dos Céus e os enviou de Azyr, cavalgando relâmpagos duplos de um profundo índigo, como fossem a própria vingança de Sigmar manifesta, por sobre os demais Reinos. Desses eles não mais podem voltar a Azyr, exceto pelos Portões dos Reinos ou pela morte.
Organizados em Hostes Tempestuosas, eles tomaram de assalto as hordas do Caos, e trouxeram novamente a esperança aos corações já exaustos dos mortais, angariando vitórias contra inimigos que até então pareciam invencíveis, e até mesmo levando o combate ao âmago do Reino do Caos.
A primeira das batalhas entre as Hostes Tempestuosas e o Caos deu-se com a libertação do Portal para Azyr em Aqshy, onde Vandus Hammerhand liderou a tropa que enfrentou e derrotou a Onda de Carnificina de Korgos Khul, general da Irmandade de Sangue e Poderoso Senhor da Guerra de Khorne, o deus ruinoso da Guerra. Assim começou uma nova era, a Era de Sigmar.
Pela primeira vez em inúmeras gerações, os Oito Reinos não mais precisam se resignar a apenas resistir e subsistir, fatalisticamente esperando a derrota certa pelo Caos. Grande Aliança da Ordem foi restabelecida, e os heróis caídos de outrora lideram a frente de batalha contra as Trevas. Essa é uma Era de Esperança, uma Era de Vitórias, uma Era de Guerra Interminável.
Essa é a Era de Sigmar!

Bom... É isso, espero que tenham gostado da postagem!
Pretendo continuar de 2 em 2 semanas com uma nova postagem. Qualquer dúvida basta me perguntar.

Morte apenas trás morte. Finais trazem começos.

Cenário
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